quarta-feira, 5 de março de 2014

Sul do Brasil - 2013 - Parte I

Havíamos planejado fazer, em duas etapas, uma viagem pela região sul do Brasil, parte da Argentina e Chile. 

Dessa vez não conseguimos a adesão de companheiros para a empreitada, pois nossos amigos tinham compromissos em Brasília.

Na região sul, o foco seria Santa Catarina e a serra gaúcha, com ênfase na cidade de Gramado, para curtir o Natal Luz.

Marcamos a saída de Brasília para o dia 20 de novembro e o planejamento previa deixar a moto em Porto Alegre no dia 18 de dezembro, voltando de avião para passar as festas de fim de ano com a família. Retomaríamos a segunda etapa da viagem (Argentina e Chile) no final de janeiro, a partir daquela cidade.

Na segunda etapa pretendíamos atravessar a Argentina até Mendoza, cruzando em seguida a cordilheira, para explorar a maior parte do Chile, de sul a norte, voltando pelo deserto de Atacama e adentrando novamente a Argentina na região de Jujuy.

No final da tarde do dia anterior ao início da viagem, quando a bagagem já havia sido devidamente acondicionada na moto, recebemos a notícia de que nosso sobrinho querido, Xande, que enfrenta uma árdua luta contra um câncer, estava sendo hospitalizado de emergência.

Naquele momento, todos os hotéis já estavam reservados e as passagens de volta compradas, mas naquelas condições ficaria muito difícil iniciar uma viagem. Minha esposa precisava dar apoio à sua irmã em Brasília.

Então decidimos, com pensamento positivo na recuperação do garoto, que eu iniciaria a viagem solo. Se o estado de saúde dele melhorasse, Jane iria encontrar-se comigo, caso contrário eu voltaria imediatamente a Brasília e tentaríamos cancelar o que fosse possível, em relação às reservas não utilizadas.

Parti, então, no dia 20 de novembro, levando também na moto a bagagem da Jane.

No primeiro dia, foram cerca de 730 km até São José do Rio Preto. Estava tão preocupado com a situação que havia deixado em Brasília que não consegui curtir a viagem. Só lembro que o dia estava muito quente e que cheguei a São José bem cansado. Quando liguei e falei com Jane, as notícias foram de que o sobrinho estava um pouco melhor. Fiquei mais aliviado e decidi que deveria continuar a viagem no dia seguinte.

A rota foi traçada para evitar passar por São Paulo, em função do trânsito pesado e dos frequentes assaltos a motociclistas, e a próxima parada foi em Ponta Grossa, distante 600 km de São José.

Foi também outro dia bem cansativo de viagem, mas um pouco menos quente que na jornada da véspera.


Parada para um lanche e rápido descanso.

Abastecimento: preferência para a gasolina Shell V-Power.
No hotel em Ponta Grossa recebi, com muita alegria, a notícia de que, em função de uma boa melhora do quadro clínico do nosso sobrinho, Jane decidira me encontrar em Joinville.

No percurso até Joinville fiz um trajeto não usual, passando por Palmeira, Lapa, Mafra e São Bento para, por fim, descer a serra Dona Francisca. Isso resultou num significativo acréscimo na quilometragem rodada no terceiro dia de viagem, que totalizou quase 400 km, mas valeu a pena. As estradas são muito lindas e sinuosas e a serra é deslumbrante.
Vista da Serra Dona Francisca.
Quando cheguei ao hotel, por volta das 13:30h, Jane já estava à minha espera.


Na entrada do Holz Hotel, em Joinville.
O dia seguinte foi reservado para conhecer São Francisco do Sul, cidade litorânea e histórica próxima a Joinville.


Entrada do Forte Marechal Luz.
Praia da Enseada.



Baía da Babitonga, a maior baía navegável de Santa Catarina.



Casarios do centro histórico.





2 comentários:

  1. Grande amigo e irmão Johnnie.
    A viagem começou com o contratempo do Xande, mas a estrada e os belos locais que você passou, conseguiram amenizar a tensão e você passou por lugares fantásticos.
    O que é essa Serra Dona Francisca ???
    Que coisa linda !!!
    Parabéns pelos relatos e pelas fotos.
    Show !!!

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  2. Valeu BG, só lamento não ter contado com a companhia de vocês.

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