Dessa vez não conseguimos a adesão de companheiros para a empreitada, pois nossos amigos tinham compromissos em Brasília.
Na região sul, o foco seria Santa Catarina e a serra gaúcha, com ênfase na cidade de Gramado, para curtir o Natal Luz.
Marcamos a saída de Brasília para o dia 20 de novembro e o planejamento previa deixar a moto em Porto Alegre no dia 18 de dezembro, voltando de avião para passar as festas de fim de ano com a família. Retomaríamos a segunda etapa da viagem (Argentina e Chile) no final de janeiro, a partir daquela cidade.
Na segunda etapa pretendíamos atravessar a Argentina até Mendoza, cruzando em seguida a cordilheira, para explorar a maior parte do Chile, de sul a norte, voltando pelo deserto de Atacama e adentrando novamente a Argentina na região de Jujuy.
No final da tarde do dia anterior ao início da viagem, quando a bagagem já havia sido devidamente acondicionada na moto, recebemos a notícia de que nosso sobrinho querido, Xande, que enfrenta uma árdua luta contra um câncer, estava sendo hospitalizado de emergência.
Naquele momento, todos os hotéis já estavam reservados e as passagens de volta compradas, mas naquelas condições ficaria muito difícil iniciar uma viagem. Minha esposa precisava dar apoio à sua irmã em Brasília.
Então decidimos, com pensamento positivo na recuperação do garoto, que eu iniciaria a viagem solo. Se o estado de saúde dele melhorasse, Jane iria encontrar-se comigo, caso contrário eu voltaria imediatamente a Brasília e tentaríamos cancelar o que fosse possível, em relação às reservas não utilizadas.
Parti, então, no dia 20 de novembro, levando também na moto a bagagem da Jane.
No primeiro dia, foram cerca de 730 km até São José do Rio Preto. Estava tão preocupado com a situação que havia deixado em Brasília que não consegui curtir a viagem. Só lembro que o dia estava muito quente e que cheguei a São José bem cansado. Quando liguei e falei com Jane, as notícias foram de que o sobrinho estava um pouco melhor. Fiquei mais aliviado e decidi que deveria continuar a viagem no dia seguinte.
A rota foi traçada para evitar passar por São Paulo, em função do trânsito pesado e dos frequentes assaltos a motociclistas, e a próxima parada foi em Ponta Grossa, distante 600 km de São José.
Foi também outro dia bem cansativo de viagem, mas um pouco menos quente que na jornada da véspera.
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| Parada para um lanche e rápido descanso. |
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| Abastecimento: preferência para a gasolina Shell V-Power. |
No percurso até Joinville fiz um trajeto não usual, passando por Palmeira, Lapa, Mafra e São Bento para, por fim, descer a serra Dona Francisca. Isso resultou num significativo acréscimo na quilometragem rodada no terceiro dia de viagem, que totalizou quase 400 km, mas valeu a pena. As estradas são muito lindas e sinuosas e a serra é deslumbrante.
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| Vista da Serra Dona Francisca. |
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| Na entrada do Holz Hotel, em Joinville. |
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| Entrada do Forte Marechal Luz. |
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| Praia da Enseada. |
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| Baía da Babitonga, a maior baía navegável de Santa Catarina. |
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| Casarios do centro histórico. |












Grande amigo e irmão Johnnie.
ResponderExcluirA viagem começou com o contratempo do Xande, mas a estrada e os belos locais que você passou, conseguiram amenizar a tensão e você passou por lugares fantásticos.
O que é essa Serra Dona Francisca ???
Que coisa linda !!!
Parabéns pelos relatos e pelas fotos.
Show !!!
Valeu BG, só lamento não ter contado com a companhia de vocês.
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