Ao chegarmos, as motos do Salomão e do João André já estavam prontas, mas a minha demorou quase uma hora para chegar, pois foi necessária a troca dos pneus (Metzler Roadtec Z8), o que implicou num cuidado redobrado nos primeiros quilômetros, em função da cera que recobre os pneus novos, mas gostei bastante da aderência que a moto apresentou durante toda a viagem.
Das três motos duas eram relativamente novas mas já com uma boa quilometragem. A do João André, 2010, estava com 59.000km e a do Salomão, 2011, com 39.000. A minha, a mais nova, era 2013, série comemorativa dos 90 anos da BMW, com 9.000km. Todas as três na cor cinza chumbo.
Foram necessários alguns ajustes nos bancos dos pilotos, sendo que a moto do João, o mais alto do grupo, estava com um banco diferente do original, inteiriço e bem mais baixo, chamado de ‘confort’, que tornaria sua viagem insuportável. Como eu sou o mais baixo do grupo, propus a troca pelo banco da minha moto, achando que isso poderia também me facilitar nas paradas com a moto. Na verdade, isso não aconteceu pois o banco, apesar de ser mais baixo, era também mais largo, o que tornava a distância do assento ao solo equivalente à do banco original. Pior que isso, o tal banco ‘confort’ acaba com a ergonomia da moto, fazendo com que a perna do piloto fique muito mais encolhida. De qualquer forma, não havia outra alternativa, pois nem o João nem o Salomão teriam como pilotar com o tal ‘confort’. Sobrou para mim e tive que me acostumar com o ‘desconfort’ ao longo da viagem!
Alugamos também um GPS Garmin Zumo 650, que acabou ficando instalado na minha moto durante toda a viagem, apesar de todas as motos estarem equipadas com o suporte. Salomão usou o sistema Sygic no seu Galaxy Note, mas não conseguia manter o equipamento ligado muito tempo já que a carga da bateria, mesmo conectada à tomada de 12v da moto, esgotava rapidamente em função do super aquecimento do aparelho. Mas, de qualquer forma, acabou servindo de 'back up' nos momentos em que o GPS não funcionava bem (foram poucos, mas aconteceu).
Após um ligeiro test ride com as motos, conseguimos sair da garagem por volta das 11 horas daquela manhã.
Pegamos a estrada com destino a Salzburg, nosso primeiro destino, mas ao rodar uns 20km, em direção a Bled, cidade da Eslovênia imperdível onde pararíamos para o almoço, cometi o primeiro erro de leitura do GPS e passei reto na saída que deveria ter tomado. Continuei em frente, aguardando que o GPS indicasse uma nova saída ou um retorno. Só que isso não aconteceu e andamos mais uns 30km até perceber que teríamos que retornar por nossa própria conta, pois o GPS simplesmente havia travado!
Passada essa primeira fase de adaptação com o GPS, que também serviu para nos adaptarmos com as motos, chegamos a Bled com muito sol, apesar de uma temperatura amena, na faixa dos 18 graus celcius.
Bled
Uma cidadezinha linda, com um enorme e deslumbrante lago, onde destaca-se uma ilha em forma de colina com um castelo no seu topo.
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| Lago de Bled, com uma ilha ao centro e o castelo no seu topo. |
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| Restaurante à beira do lago de Bled. |
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| Prato típico, delicioso. |
Durante o almoço a temperatura começou a cair e o vento frio soprava forte, indicando a aproximação de chuva. Foi o tempo suficiente para almoçarmos, dar uma volta ao redor de parte do lago e retomar a viagem para Salzburg.
Ao adentrarmos a Áustria, paramos no primeiro posto de gasolina para comprar os ‘vignettes’, um selo exigido pela maioria dos países do leste europeu, que corresponde ao pagamento, proporcional ao número de dias que se estará rodando pelas estradas do país, do IPVA local. É preciso comprá-lo assim que se cruza a fronteira de cada país, de preferência no primeiro posto de gasolina, anotar o número da placa do veículo e colocá-lo em lugar bem visível (geralmente no para-brisas). Na saída do posto, vestimos as capas pois era possível vislumbrar a chuva logo à frente. Foram mais ou menos 140km de muita chuva e frio de quase 5 graus celcius. A estrada, muito boa, era repleta de túneis que aliviavam um pouco os efeitos da chuva e a intensidade do frio.
Salzburg
Chegamos a Salzburg, a cidade de Mozart, já sem chuva, quase às 19 horas, mas ainda com dia claro pois nessa época do ano, em todos os países que passamos, o dia é bem longo, amanhecendo por volta das 4h30 e anoitecendo lá pelas 20h30.












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