Chegamos ao destino já secos mas bem sujos. Mesmo assim, queríamos aproveitar o restante da tarde para conhecer o lado argentino das Cataratas do Iguaçu. Em função do tempo encoberto, as fotos não ficaram muito boas e, não sei se pela falta de sorte com o clima, tivemos uma certa decepção com esse lado das Cataratas, cujas referências geralmente indicavam como o sendo o mais bonito.
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| Vista da Garganta do Diabo, pelo lado argentino. |
Após a visita ao parque argentino das cataratas, fomos então para Foz do Iguaçu, onde nos hospedamos no Hotel Bourbon, muito confortável, com uma boa infra estrutura de piscinas, spa, quadras esportivas, pista de cross e excelente restaurante. No dia seguinte, foi a vez de levar Jane para conhecer o Parque Nacional do Iguaçu, onde eu já havia estado há uns 30 anos atrás, na época da construção da Usina de Itaipu.
O dia estava lindo e gostamos bem mais da infra estrutura e organização do parque brasileiro, em relação ao argentino, além de também acharmos a visão das cataratas mais abrangente e encantadora.
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| Uma família de quatis aos nossos pés! |
Saí cedo, no dia seguinte, e o primeiro destino foi a cidade de Londrina (PR) para, em seguida, chegar a São José do Rio Preto (SP) e, finalmente, a Brasília.
Nesses últimos três dias de viagem, a maior dificuldade foi manter a concentração na estrada e driblar o cansaço acumulado. Choveu um pouco todos os dias, mas o calor predominou. O que mais me chamou a atenção foi o elevado número de caminhões que encontrei pelo caminho, em comparação com a Argentina e, principalmente, o Uruguai.
Outro fator de risco que detectei, especialmente no Paraná, foi um significativo número de máquinas agrícolas trafegando pela rodovia, o que é proibido pela lei brasileira (Código de Trânsito). Cheguei a fazer uma denúncia a um policial rodoviário que encontrei parado numa viatura, logo após ter sido espremido por um caminhão que desviara de duas enormes colheitadeiras, mas pela reação dele percebi que aquilo era corriqueiro e que nada seria feito.
Passando por Marília (SP), um fato curioso: Avistei um shopping center à beira da rodovia e resolvi entrar para comer alguma coisa e esticar as pernas. Era uma segunda-feira, pela manhã, e o estacionamento estava quase vazio. Parei numa vaga sombreada e, quando estava deixando o local, chegou uma moça e disse que não poderia parar ali, que teria que estacionar numa área destinada a motos. Argumentei que a moto era grande e pesada, que ficaria pouco tempo e que, afinal, tinha vaga sobrando no estacionamento. Ela não se convenceu e chamou um outro segurança, que veio com toda a sua 'autoridade' confirmando que teria que retirar a moto. Aí perdi a paciência de vez, disse que aquilo tudo era um absurdo, que não retiraria a moto dali, peguei as minhas coisas, deixei os dois falando sozinhos e fui entrando no shopping. Acionaram então o gerente do empreendimento que, por sorte, era uma pessoa mais sensata e, quando se deu conta do quão ridícula era a situação, foi à minha procura para pedir desculpas. Mais uma para a coleção 'preconceitos contra motociclistas'!
Graças a Deus, cheguei em casa inteiro e com a sensação de ter vencido outro grande desafio. A moto, mais uma vez, se comportou como uma guerreira, enfrentando todas as dificuldades sem dar qualquer problema. Só tive muito trabalho para limpar toda a sujeira acumulada, serviço que acredito só se completará após algumas outras lavagens!
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| Última parada antes de chegar em casa, no Posto JK, em Cristalina (GO). |
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| Malas retiradas, para limpeza. |
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| Brilhando novamente, após a primeira etapa da limpeza. |




















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